domingo, 29 de março de 2015

Noites de vento e chuva


Doces noites de Outono, que mal começam e já estão acompanhadas das chuvas da madrugada. Faz meus dias amanhecerem molhados e não secos, quando o sol finalmente aparecer. As chuvas que molham minha casa, minha rua e também meus caminhos secretos, assim como minhas asas; De modo que fico impossibilitado de voar. 

Livre pelo céu eu quero voar, esperando mais um alvorecer sem tardar. O vento sopra contra mim e ameaça me jogar em um caminho diferente do qual desejo cursar. Luto bravamente contra meus instintos, na esperança de que os ventos, hora cessem ou caminhem para um destino diferente do meu, sem minha coragem e astúcia levar.

São noites de certa tormenta, pelos fortes ventos e pela feroz chuva que ameaçam o barco no qual me abriguei, afogar. Pouco posso me movimentar para evitar que aconteça o pior, porém o timão precisa de seu capitão. Não há outra saída. Só restam dois caminhos, duas escolhas: morrer, ou enfrentar.

- Gabriel Milanez

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